Saturday, May 27, 2006

Na cabeça do mundo

"A coruja dá uma volta inteira na cabeça. E o mundo não dá,
na cabeça inteira."
Sumario.

Thursday, May 25, 2006

"Tocar o mundo"

Inaugurando a escrita neste belo espaço, devo pedir licença aos meninos, aos encantados e aos diretores desse blog, amma e thiago. E em sintonia com a roda do mundo, inauguro essa modesta presença literária inspirado nos escritos de Milton Santos, pessoa que tive a oportunidade ouvir sobre as idéias no mundo e tantos outros assuntos que ele dominava muito bem, exercitando a geografia do espírito. Dedico este poema a Milton Santos, de quem ouvir sobre o significado de "tocar o mundo" em suas variadas dimensões:
"Eu quero tocar o mundo
Sentir a língua da terra
Pelos princípios das pedras
Abrir a arena das feras.
Eu quero tocar o mundo
Em verbos e adjetivos
No ventre dos seus vulcões
E a todo tempo negá-lo.
Eu quero tocar o mundo
Por entre as frestas do sono
Inteiro e breve na bruma
E a todo tempo sonhá-lo.
Eu quero tocar o mundo
No precipício das horas
Vertigem da claridade
Na madureza da noite.
Eu quero tocar o mundo
No espanto das multidões
No clima tenso das celas
No estreitamento da espera.
Eu quero tocar o mundo
Na traíção dos amigos
Na beleza dos bandidos
Na versão dos policiais.
Eu quero tocar o mundo
Reiventar os brinquedos
Ouvir atento os segredos
Deslizar pelos quintais.
Eu quero tocar o mundo
Na dança da bailarina
Unir o campo e a cidade
Ouvindo Rock e Baião.
Eu quero tocar o mundo
Na indecisão dos juízes
No beijo das meretrizes
No abraço dos condenados.
Eu quero tocar o mundo
Na boniteza das ruas
Na seiva da resistência
Que torna forte as culturas.
Eu quero tocar o mundo
Tornar humano o humano
Brilhar na luz das idéias
E a todo tempo abraçá-lo."

(Sumário).

Wednesday, May 24, 2006

Eu, etiqueta

Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça até o bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordem de uso, abuso, reincidência,
costume, hábiot, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio intinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos de mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solitário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar, ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas indiossicrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco de roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
asio de estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, me recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo dos outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem,
meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.

Carlos Drummond de Andrade

Friday, May 19, 2006

P/ deixar marca...

Oi, estou aqui de volta. Não sei bem o que falaremos mas...enfim!falarei.
Com tanta coisa acontencendo por ai, vamos ter muito o que dizer.Não será só informações(hj vc acha tudo no google)mas pretendemos refletir sobre elas.
Agora que tenho net em casa vai ficar mais fácil.
Se alguem ler, né?.Mais é isso ai!

Tuesday, May 02, 2006

A Roda do Mundo está de volta!!!

Voltamos com o blog, que agora vai se apresentar de maneira mais séria. Será feito um esforço para postar constantemente, deixando o blog sempre atualizado.

O blog ainda não está 100%, mas já pode ser usado... melhoraremos o blog, principalmente os links na barra ao lado, em breve... e constantemente.

vou começar a postar lembrando um texto que não é mto novo... mas... que vale a pena...


"Eu gostaria de pedir a todos que vocês mudem o jeito que vocês vivem a sua vida. A maioria
de nós vive com o único objetivo de ficar rico e ganhar muito dinheiro.. quanto mais
dinheito melhor. Porém, na minha opnião, é errado viver assim. A vida foi dada a nós para
que sejamos felizes e vivamos as nossas vidas com felicidade. Eu gostaria de pedir a todos
que vocês protejam a felicidade de todos os seu entes queridos, mas, por favor, não acabem
com a felicidade de ninguém, amigo ou inimigo. O mundo nos foi dado para ser usado, não
para abusarmos dele, ou destuí-lo. Nós temos que viver em paz conosco e com todos os
outros. Nós devemos proteger a natureza e todos os seres vivos da Terra, ou em qualquer
outro planeta. Não sou nenhum Deus para julgar ninguém por seus atos ou ações. As pessoas
podem apenas ser julgas por suas almas. Entretando, nós, às vezes podemos ver o que está
acontecendo antes que aconteça, e eu, assim como várias outras pessoas, vi que devemos
mudar, para que vivamos a vida como deveríamos. Não há razões para guerrear. A única guerra
que nos falta para travar é a guerra contra a tristeza, as doenças, a fome, a violência e
tudo aquilo que é não é bom. Grande parte das coisas ruins do mundo foram criadas por nós
mesmos, pela nossa fome de poder. Nós ainda temos uma chance para ser felizes, vamos
aproveitá-la... vamos fazer do mundo um lugar melhor!!!"